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| Presidente do Sindicato dos Médicos/NH, Andres Kieling |
Na sessão ordinária de ontem, terça-feira,28, os vereadores contaram com a presença do Presidente do Sindicato dos Médicos/NH, Andres Kieling, que falou sobre a falta de profissionais da saúde nos postos de atendimento da cidade.
"Não faltam médicos"
Kieling apontou que não faltam médicos no mercado – contudo, os profissionais não querem trabalhar para o Poder Público. Um dos motivos é a criação de associações e o fim dos médicos estatutários. "Não tem um plano de cargos e salários." Ele salientou que o Brasil só tem menos faculdades de Medicina do que a Índia. "Nós formamos 1,3 mil médicos por ano no Rio Grande do Sul. E nós temos um para 480 habitantes, quase o dobro do indicado pela Organização Mundial da Saúde."
Críticas à atual política de saúde
Segundo o presidente da entidade, o grande problema da saúde pública brasileira é a política adotada nas últimas décadas. "Nós discordamos da maneira como a saúde pública é conduzida no Brasil. Não entendemos por que copiar um modelo de Cuba, que é a política de prevenção, e esquecer que doença se cura." Kieling explicou que os grupos do programa saúde da família (PSF) atuam na prevenção, mas faltam especialistas para tratar as enfermidades específicas. Ele ainda apontou que, em alguns casos, como do diabetes, prevenir significa evitar que a doença se agrave. "Ou seja, é ter acesso a um endocrinologista."
Problemas locais
Uma dificuldade específica de Novo Hamburgo, destacou Kieling, é o baixo salário oferecido aos médicos. "E existe médico trabalhando por RPA – Recibo de Profissional Autônomo, um sistema que não gera vínculo, sem direito a férias, 13º salário..." Existe sobrecarga nos que estão na rede, e ainda desvio de função. "O papel do médico do PSF é acompanhar, mas estão colocando esse profissional na linha de frente, para atender um enfartado, por exemplo. Não é o treinamento que ele recebeu."
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| Vereador Jesus |
fonte: http://www.camaranh.rs.gov.br/Noticias


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