Com cerca de 20 manifestantes no plenarinho Pedro Thön, ocorreu, em sessão extraordinária, nesta quarta, dia 4, a votação em segundo turno do Projeto de Lei n° 20/2012, que autoriza a revisão-geral anual da contraprestação pecuniária dos servidores municipais ativos, inativos e pensionistas de 2012. A matéria foi aprovada por seis votos a cinco, mesmo placar do primeiro turno, realizado na terça-feira, dia 3. O grupo de municipários vestia máscaras para mostrar o descontentamento com o percentual de 6,5%, proposto pelo Executivo. Em diversos momentos, a plateia se manifestou conforme as justificativas de voto de cada vereador. Esse valor representa a recuperação de perdas com a inflação de abril de 2011 a março de 2012 (5,2%), além de 1,3%.
A votação desencadeou um movimento para uma futura alteração de um artigo do Regimento Interno, que trata do impedimento para votação em assuntos que possam beneficiar os vereadores. Segundo o inciso V, do Art. 13, são obrigações e deveres do vereador votar as proposições submetidas à deliberação da Câmara Municipal, salvo quando ele próprio ou parente consanguíneo, ou afim, até o segundo grau, inclusive, tiver interesse manifesto na deliberação, sob pena de nulidade a votação quando seu voto for decisivo.
Oposição
Vereadores da oposição se mostraram descontentes com o percentual apresentado pelo Executivo. Vários usaram a tribuna para criticar o valor oferecido. Acompanharam a votação a presidente do Sindiprof-NH, Luciana Martins, e a presidente do Grêmio Sindicato, Luciane Bortol.
Jesus Maciel e Serjão argumentaram que o percentual de 1.3%, além da inflação do período, não caracteriza aumento. Para Jesus, é preciso que os sindicatos sejam valorizados, assim como suas demandas.
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